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.AmbienteS.
 


Uma só taça para dois corpos
vinho doce, gosto amargo
lençóis quentes, peito inflado
sussurros
carícias.

Muitos desejos para os dois mortos     
ora exaustos, ora incandescentes
com vistas nubladas nas mentes
absurdos
malícia.

Dois corações para um só conflito
entre o que se sente e que se vê
sabendo apenas o que se lê
aguardando apaixonados e aflitos:

Apenas uma taça de vinho...



Escrito por Leo Mosca às 21h23
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Suponhamos, então, que assim seja
definiremos de tal forma a peleja...
que é como se fosse em um desenho
feito num papel ou braço branco:

Nas extremidades, o preto morto e evidente
onde na ponta inicial se há em breu de lembranças
circundado de nada... repleto de nada...
Ponteado o lado oposto, a bom e contragosto
a conhecida mais temida e adiada
(mas, engraçado, raramente odiada!)

Entre os polos, eternos rudes polos
o breve instante colorido e instigante
resultado de uma porção de algo
sem muita lógica, sem muito tempo
algo dado para proveito raro e curto
algo esse marcado por falhas respostas
cravado de pesadas e duras dúvidas...
Apenas uma singela certeza:
É única, curta e mágica...

Suponhamos, então, que seja assim
independente de meio, início ou fim.
Suponhamos que em palavras eu a defina
que em pobres versos eu resolva essa sina...

Vida e morte
curiosidade ou sorte?!



Escrito por Leo Mosca às 16h20
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Vazio cerebral que me consome a instiga
Anseio a criação e o papel me encara
Mostra o quanto é frio e que não ampara
E minha caneta corre em vão sobre o branco
Em vão, sozinha e assim tanto quanto.

Meio-dia de uma noite que me abriga
Roo unhas numa paranoia enfumaçada e crua
Onde tento permutar a inteligência pela loucura
E aos meus pulmões respiro o perfume criativo
Liberto, então, a nuvem que mantém-me vivo.

Trânsito incerto de uma insanidade amiga
Abre-me os olhos da alma para entrar a música
Qual onde dá-me prazer nulo e consumista
Beleza pobre em detalhes, detalhada e rústica
Destas que se vê sem compromisso ou conquista.

Poeta murcho em vida
Discrente dos léxicos
Desconfiado aos anexos...

 



Escrito por Leo Mosca às 12h07
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Fé (embasamento)
Cinturão no qual se junta o eu.
Segmentação necessária e firmadora.

Força (coragem)
Habilidade de caminhar em solo falso.
Discernimento entre potencial, medo e atitude.

Respeito (princípios)
Reconhecimento de seu eu em corpo alheio.
Espada, escudo, aliança, coroa e vida.

Amor (amar)
Combustão viva que move o ser.
Razão infinita para lutas e acordos.

Sabedoria (adição)
Conquista almejada, disputada e nem sempre alcançada.
Junção de tempo, espaço e relações.

Fé (liberdade)
Força encorajadora que respeita princípios.
Amor sábio que adiciona amor.



Escrito por Leo Mosca às 00h49
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É que perdido tenho me achado
Trocando o necessário pão e água
Por brilhantes cheirando à mágoa
Sentindo o presente a ser arrastado.
Esperar, visualizar, interpretar
Suportar, esquivar, inventar...

A secura dos ares soberbos que sinto
Mostra-se fria e amarga na alma
Traz a sensação de que a mim minto
Frustra em stress a não-calma.
Perdição, maldição, punição
Intervenção, conclusão, confissão...

Ao espelho, o estranho cumprimento
Sofre ao coletivo o farto rompimento
Dos abraços e sorrisos pré-dispostos
Proferidos em andamentos invejosos
Sondando, estudando, investigando
Olhando, afundando, sonhando...



Escrito por Leo Mosca às 20h40
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Natural e sutilmente robou-me a atenção
sem ousadias, apenas bom perfume.
Fez pensar o que queria como ação
sem nostalgias, só a faca e os gumes.

Ar inocente com olhar faminto
Febre carente mostrando o que sinto

Movimentos frágeis que instigam a mente
coram as manhãs em vontades e ansias
mastigar tua carne em um leito quente
gozar teu sabor como a doce infância.

Pois a curiosidade vem vindo a matar
Espero, em ti, minha fome sanar

A simplicidade das palavras versadas,
vem a mostrar a complexidade notada
dos desejos recém amadurecidos
amadurecidos, proibidos e não vividos...

Fico por aqui, então, a aguardar
Teu calor em meu corpo queimar.



Escrito por Leo Mosca às 23h51
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Em meio a multidão: só.
Procurando às cegas o alguém
com um sentimento triste: dó.
Por ter todos e ninguém.

Companhias sinceras e falhas
retalham teu peito em navalhas
que chora e anseia por algo
que procura no escuro o vago.

Solidão entre sorrisos e abraços,
lágrimas entre beijos e afagos,
discordia entre união e laços.

Caminhando sozinho ele segue...
Sem ninguém. Apenas tua febre.



Escrito por Leo Mosca às 01h14
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Não foi olhando que vi
o vento quente das almas
que gela o fogo com calma.

Nem foi à língua que sorri
o sabor corado do amor
que afaga o peito em pura dor.

Tão pouco a morte vivi
em torno dela caminhei
e ao coração nada escutei.

Pois eis que o toque vi sentir
do perfume grosso das verdades
ofuscando as cores em saudades.



Escrito por Leo Mosca às 00h17
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E no sossego caótico aguardo
Admirando, à espreita, teu ballet
A dança bêbada de equilíbrio farto
que fazes em meus delírios de fé.

Suaves movimentos meramente banais
São soltos por teu corpo ao meu ar
Trazem a mim lembranças de desejos reais
E me sinto em sombras cruas afogar.

Viajo fundo em teus dizeres fraternos
que me dás sem saberes a que palpito
Sem saberes o que de fato anseio.

Admirar-te, então, continuarei jovem dama
Sentindo teu gosto sozinho em minha cama.



Escrito por Leo Mosca às 23h00
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Por um pouco do sabor rosado

Teve o jovem peito massacrado

Apagou o calor de um sorriso próprio

Em contemplação do brilho alheio

Dando o que dele nunca fora inteiro.

 

Um olhar jovial com ar de experiência

Uma malicia que esconde-lhe a essência

Caçando, peito a peito,o que cobre-lhe o vazio

Colecionando magoas, desafetos e vidas

Logo ele, com a vulgaridade tão explicita.

 

A cada beijo dado, o gosto da solidão

Em cada leito novo, um sentimento de não

Por varias damas caminhou e caminha

E cada vez mais, notas que és só

Começas, então, de si próprio ter dó...



Escrito por Leo Mosca às 11h08
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E inevitavelmente ela chega.

Convidativa, linda e perigosa...

Bem vinda a nos encaminhar ao mal

Desnecessária a quem contempla o nada

Pois mostra-se vazia para eles...

Eles que vêem o nada repleto

Repleto de particularidades discretas...

Que sabe-se muito bem o que será dito:

Cena vista com os olhos, jamais...

Jamais repete no coração do ouvinte

Que escuta a tal cena narrada

Narrada assim... por puras palavras

Palavras. Ainda que verdadeiras...

Verdadeiras... mas ainda sim, palavras!

Palavras estas que não serão cenas

Cenas estas que ocorreram durante ela

Ela que se apresenta por um nome: NOITE.


Saudosa e miserável... Necessária!

Noite.

 

 



Escrito por Leo Mosca às 02h38
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Um brilho fosco ao fundo

Vendo tudo viver enquanto morre

Contempla o volume externo

Com seu olhar vazio e terno

Pois seu medo segura sua força

Algema-lhe e confisca-lhe a vida.

 

Solidão em companhia do velho escuro

Amarga a existência e enfeia o vento

Traz o fútil para alegrar o tempo

Que se mostra lento, agudo e duro.

 

Cada dia igual em redundâncias

Arrastam-se pelos meses idênticos

Na frenética calmaria do acaso

Percebida sem respeito e com descaso

Pois indiferença, quando se ganha e vive

Engancha-se nos olhos e escurece as vistas...



Escrito por Leo Mosca às 19h41
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This is like a hole of shadows

Like a fire in your soul

Burning, burning, burning…

Like a bullet in your brain

Killing, killing, killing.

 

I feel her poison and his hate

I see her murder and his victim

Death, death, death…

And I can see your love:

But it’s dead, dead, dead.

 

She is beautiful… he is hot…

And her mind is break

Dirty, dirty, dirty

And his soul is lost

Alone, alone, alone.

 

This is like a shadow in a hole

Like a cold heart, a cold soul

Burning, killing and dying…

Like a lonely company

Alone, dirty and dead…



Escrito por Leo Mosca às 02h05
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É que me torna fácil isto

Mostra-me o único e o misto

Deixa-me ver, às cegas, o raro

Empurra-me do escuro ao claro.

 

Possessão às fumaças frias

Que me servem como guias

Deixam-me o cérebro latente

Empurram-me ao vivo e quente.

 

E dá-me o ar em apnéias

Vê o sossego de alcatéias

Consome o brilho fosco

Sai a mão e mira ao rosto.

 

Sem pudor e sem castigo

Sem suor nem homicídio

Só por trazer o tal sorriso

 

Sim...

Vertente latente; quente!



Escrito por Leo Mosca às 01h11
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Eis que, enfim, é dado o coice

Baqueando a cabeça torta

Como se a luz no escuro fosse

Atenta o golpe e enreta o lado.

Aperta a pressa e faz-se o ato.

 

Ações providas da insônia nua

Não sabe se viva ou se morta

Vêem em rosas e marchas de rua

Buscam pontos redondos e planos

Burlam vidas esquecidas em panos.

 

Caminha de mãos dadas ao escuro

A razão em busca, sem chaves, da porta

Guia o nariz atrevido acima do muro

Insiste o peito firme e reto à frente

Resiste à correnteza em prol da nascente.

 

 

 

“Breve passeio pela mente à galopes

Instiga-me (a caneta) ao papel dar golpes...”

                                                          (o autor)

 

(What’s up?)



Escrito por Leo Mosca às 10h43
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